
Jerônimo Mendes, Administrador, Escritor e Palestrante
Faz exatamente dezesste anos que eu tive a curiosidade e a felicidade de ler o livro A Lei do Triunfo, de Napoleon Hill, pensador e escritor encarregado por Andrew Carnegie, o magnata do aço americano, de entrevistar mais de 16 mil pessoas bem-sucedidas nos Estados Unidos, no início do século passado. O livro é resultado de vinte anos de pesquisa e muito trabalho onde o autor resume, em 17 princípios, as características, os valores e as virtudes de 500 ilustres selecionados que conquistaram a glória naquele país. Naturalmente, são princípios aplicáveis ao mais comum dos cidadãos que deseja crescer pessoal e profissionalmente.
Quando eu realizei o investimento, o livro estava na décima primeira edição. Hoje está na trigésima. Apesar de velhinho, surrado e um tanto amarelado o livro, é óbvio, mantenho-o na cabeceira da cama, ao alcance de todos. Se alguém da família se aproxima com cara de desânimo, eu simplesmente retiro-o da estante e coloco à disposição para leitura, revisão de conceitos e uma boa reflexão.
Toda vez que eu comento ou recomendo esse livro, alguns torcem o nariz, outros se fazem céticos e muitos talvez até desacreditem no meu trabalho pelo fato de o considerarem uma espécie de auto-ajuda, o que, para uma leva de desavisados, não soa bem para um professor e pesquisador como eu. O fato é que o livro realmente teve uma importância significativa no meu desenvolvimento pessoal e profissional e isso é o que realmente vale.
Assim ocorre com todos os seres humanos que foram agraciados com a habilidade da leitura e do gosto pelas palavras. Conheço gente que daria tudo para aprender a ler e conseguir comprar bons livros com mais freqüência. E de todas as pessoas que conheço e gostam de boa leitura, a maioria tem um título marcante na ponta da língua para mencionar e sente orgulho de ter lido. No meu caso são muitos, porém A Lei do Triunfo é especial bem como A Montanha Mágica, de Thomas Mann, Premio Nobel de Literatura, e a Revolução dos Bichos, de George Orwell, clássicos da literatura mundial.
Apesar do sucesso de Napoleon Hill, é possível encontrar na web uma sucessão de comentários negativos a respeito do seu trabalho, coisas do tipo “não acredito em livros que indicam a fórmula da riqueza ou do sucesso” ou ainda “isso ajuda somente quem vende livros de auto-ajuda”, porém o escritor, na época um jovem repórter, deixou o nome registrado na história. E isso irrita muita gente que prefere combatê-lo em vez aplicar pelo menos uma parte dos princípios divulgados no livro.
Quando você devorar o livro num instante, o que aconteceu comigo, talvez chegue à mesma conclusão do autor. Pensar, planejar, ser criativo, suar a camisa, ser uma pessoa de fé e ter confiança em si mesmo dão um trabalho danado. Para muitos, é mais fácil acertar na megasena, apropriar-se das terras alheias, desviar dinheiro das empresas ou, quem sabe, aguardar ansiosamente a herança do papai que já está velhinho, coitado, nem aproveita mais nada.
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